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Marielle Vive, o poder da luta e da resistência

Falar da luta das mulheres, negros e da população LGBTQ+ é sempre um ato de resistência. Autodeclarar-se participante de um grupo social oprimido é uma ação extremamente corajosa, principalmente neste Brasil sufocado pelas ideias do conservadorismo e tradicionalismo, que agridem e matam cada vez mais pessoas.

É nessa conjuntura que floresce uma personagem capaz de se impor a frente dessa sociedade, Marielle Franco. Nascida em 1979, no Complexo da Maré, região sob forte ação das forças militares no Rio de Janeiro. Viveu a dor e sofrimento que a violência contra o negro e pobre periférico pode causar com aqueles que trabalham para alimentar seus filhos. Formada em sociologia pela PUC-RJ, desenvolveu sua tese de mestrado em Administração Pública dissertando sobre a ação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), implementadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro, no ano de 2008.

Eleita, em 2016, como a quinta vereadora mais votada por seu estado, com 46.502 votos, entregou durante seu mandato 16 projetos de lei, que variam entre a defesa da mulher sobre seu corpo, principalmente em situação de gravidez, a criação de creches noturnas e a visibilidade LGBTQ+, principalmente no calendário oficial do estado com datas de resistência e fortalecimento do combate à homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia.

Entretanto, a fuga à normalidade estruturada pela hipocrisia brasileira é um sinal de grande perigo para a elite política e monopolizadora da produção de renda, já que a população consciente de sua situação de exploração e opressão é capaz de formar uma voz de luta capaz de se impor sobre seus opressores. É dessa forma que em 14 de março de 2018, Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram cruelmente assassinados por 13 tiros que atingiram o carro em que estavam, voltando de uma roda de conversa Jovens Negras Movendo as Estruturas, na Casa das Pretas, na Lapa, RJ.

Mesmo tendo sido uma clara tentativa de silenciamento, o povo quando grita ninguém pode calá-lo. A luta travada por Marielle Franco representa a de muitos em todo o país. Como negra, periférica e lésbica, Marielle escolheu enfrentar de peito aberto todo o preconceito e se tornar voz daqueles que ainda não tem força. É por isso que sua morte, e de todos que, também perderam suas vidas ao defender sua existência e seus direitos.

MARIELLE VIVE!

 

Por Thamires Machado

 




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Sou só mais uma doutoranda nesse país, tentando levar a vida da melhor forma possível, com um único diferencial de ser apaixonada por animes, doramas e boyslove.
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