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Malec – O amor puro de um feiticeiro e um caçador das sombras

Inhai, viados! Olha eu aqui de novo, e como já é sabido por todos durante todo esse mês de junho estamos comemorando o Mês do orgulho. Portanto, como não poderia deixar de ser, venho aqui apresentar para vocês um casal da ficção que desde os livros ganhou meu coração. Sim, estou falando de Magnus Bane e Alexander Lightwood, dos personagens do Best Seller literário de Cassandra Claire, que posteriormente virou série de TV produzida pela Freeform em parceria com a Netflix.

Porém para esta matéria eu irei focar mais na série, tá ok? Bem, esta também é uma análise mais focada em representatividade e em como um processo de descoberta e aceitação da sexualidade se transformou em um amor tão bonito de se ver. Justamente por esse motivo, talvez por aqui vocês vejam mais o nome do Alexander do que o do Magnus. Pois bem, tudo começa lá na primeira temporada em que podemos perceber um Alec totalmente enciumado, pois Jace, seu irmão adotivo e paixão platônica, se interessa pela até então humana Clary Fairchild. Desde o inicio da série, mesmo para quem ainda não havia lido os livros, dava para perceber um Alexander meio atormentado e confuso que parecia estar a todo momento pisando em ovos, com medo de que algo sobre ele fosse descoberto. Nesse sentido, pontuo aqui a excelente atuação do Matthew Daddario, que entregou um Alexander acima do que eu esperava.

 

Foi assim até Alexander de fato conhecer Magnus Bane, o feiticeiro bissexual que roubou o coraçãozinho do caçador das sombras. Ai faço um adendo, sobre a representatividade bissexual na série, Harry San Jr., ator que deu vida ao Magnus Bane, nos entregou de fato um feiticeiro que, assim como nos livros, se apaixonava tanto por homens como por mulheres e isso ficou presente no seriado desde a primeira aparição dele. Magnus também não esconde seu fascínio por Alexander e faz de tudo para conquistar o coração do jovem caçador. De opinião pessoal, falo que na primeira temporada o arco mais bem trabalhado e amarrado foi o arco do casal Malec, que culminou no episódio 11 na anulação do casamento de fachada que Alexander estava prestes a fazer, bem como no meio da cerimônia, o caçador assume para todos que é gay ao beijar o feiticeiro depois de realmente decidir assumir-se quem ele é.




Ai nas demais temporadas que seguem, vemos o dia a dia dos dois como casal, e os desafios do Alexander em lidar com a realidade do seu verdadeiro eu, assim como os desafios do alto feiticeiro do Brooklynde lidar com um companheiro tão novo e inexperiente em relacionamentos. Mas o que podemos aprender com Alexander?

Primeiro, por mais clichê e repetitivo que isso possa parecer, cada pessoa tem o seu tempo e, assumir-se em uma sexualidade diferente daquela que todos imaginaram para a gente é um processo primeiramente interno, ou seja, enquanto você não se assume para si mesmo, não consegue se assumir para os outros. Isso foi trabalhado de maneira brilhante pelos roteiristas da série que nos entregou um Alexander que até mesmo chegou a desistir de seus sonhos e da pessoa que fazia seu coração bater mais forte, por achar que o modo dele de amar a quem ele amava era um erro. Outro ponto alto que posso destacar é a paciência que Magnus teve de, aos poucos ir mostrando ao Caçador que não havia e nunca houve nada de errado com ele. Magnus não somente na primeira temporada, mas no decorrer de toda a série esteve ao lado do seu amado Alexander ensinado a ele que aceitação de si mesmo é um processo continuo.

Com Alexander e Magnus, aprendemos então que se aceitar como é, como nasceu é um processo necessário para que todos a sua volta te aceite e te respeite. Cassandra em seus livros e juntamente com os roteiristas da série mostram o que há décadas nós da comunidade LGBTQI+ viemos falando, e mais uma vez corro o risco de cair no clichê, mas mesmo assim irei falar, o Amor não é motivo de vergonha, pelo contrario, é motivo para bater no peito e encher o pulmão de ar e gritar que ama, seja a quem for. Esperamos que cada vez mais possamos ver em séries, filmes e novelas a representatividade do amor, pois Magnus e Alexander nada mais são que a representação do amor em sua forma mais pura.


Bobby Ribeiro
Bobby Ribeiro
Bobby é Mineiro, tem 28 anos é formado em Pedagogia e Administração de Empresas pela Universidade Católica de Brasilia. Administrador e desenvolvedor da Boys Love Brasil. Atualmente Administrador Presidente da Boys Love Brasil.
Bobby Ribeiro
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Bobby é Mineiro, tem 28 anos é formado em Pedagogia e Administração de Empresas pela Universidade Católica de Brasilia. Administrador e desenvolvedor da Boys Love Brasil. Atualmente Administrador Presidente da Boys Love Brasil.
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