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Me Chame pelo seu Nome

Para comemorar o Mês do Orgulho, nós estamos trazendo para vocês reviews de filmes LBTQ+ maravilhosos. Vou falar hoje sobre Me Chame pelo seu Nome, filme baseado no livro do autor André Aciman, que faz parte da trilogia chamada “Desire”. O filme foi estrelado pelos atores Timothée Chalamet, que viveu Elio Perlman e Armie Hammer, que deu vida a Oliver.

A história do filme se passa no norte da Itália, no verão de 1983, quando Elio, um adolescente, conhece Oliver, um homem maduro, assistente acadêmico de pesquisa do seu pai, então eles se apaixonam e passam a viver um romance tão quente quanto clima do verão italiano.

Elio Perlman é um adolescente, no auge da sua juventude, inteligente, ousado e que cresceu livre de todas as amarras, inclusive em relação a sua sexualidade. Ele já vive uma amizade colorida com sua amiga, mesmo assim, não se impede em nenhum momento de sentir a atração crescente quando conhece Oliver.

Oliver é um homem maduro, com uma vida estável, tanto pessoal como profissional. Ele vai para Itália para trabalhar como assistente acadêmico de pesquisa do pai de Elio e aprender mais com ele. Mas acaba, sendo surpreendido por uma paixão feroz por aquele belo e livre adolescente.

Em algum momento os dois percebem o interesse mútuo entre eles, mas o envolvimento demora para acontecer, pois Oliver hesita muito. Nós notamos aí que Oliver se prende muito a convenções normativas, como o fato de Elio ser um adolescente, ser um garoto, para fugir da atração que está sentindo.

 

 

 

 

 

 

Mas, depois um longo jogo de sedução, principalmente da parte de Elio, que é totalmente audacioso e não esconde em nenhum momento seu interesse por Oliver, eles enfim ficam juntos. Então, temos belas cenas de amor entre os dois, que nos mostram o quanto eles estavam necessitados para ter um ao outro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um ponto que chama muito atenção são os pais de Elio. Eles percebem desde do início o interesse do seu filho pelo assistente do pai, assim como percebem que é recíproco. O esperado seria que eles não aceitassem ou até mesmo impedissem isso, mas vemos uma atitude completamente diferente. Eles torcem para que dois se envolvam e até mesmo incentivam os dois a fazerem uma pequena viagem juntos, que pareceu um sonho para Elio, antes de Oliver voltar para América.

É então, tempos depois da volta de Oliver para América, que assim como Elio, somos levados a encarar, a dura realidade, de que nem sempre a vida acontece como queremos. Oliver liga para casa de Elio para dar notícias e convidar todos para o casamento dele (sim, também fiquei arrasada porque esperava que eles ficassem juntos mas…), e claro, o garoto sofreu muito. Porém, ele pareceu esperar por uma notícia assim quando atendeu o telefone.

Na minha opinião, Oliver teve medo de se entregar a uma paixão por homem mais novo que ele, que poderia larga-lo um dia, já que jovens são impetuosos, tendem a mudar de ideia, por terem uma vida inteira para viver, ou então, tratou essa paixão como um amor de verão, que foi extremamente prazeroso mas que não poderia ser nada mais que uma lembrança maravilhosa, de uma viagem incrível.

Eu gosto muito desse filme, apesar desse final agridoce, que foi e ainda é característica de muitos filmes LGBTQ+, de não mostrar uma realidade feliz para casais homossexuais. Mesmo com esse final, o filme é lindo, a história de amor de Elio e Oliver é linda, então vale a pena conferir.

Meus amores, nesse Mês do Orgulho, lembrem-se que vocês são incríveis por serem quem são, que vocês têm o direito de amar quem quiserem. Então, amem-se e orgulhem-se!

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