Home mesdoorgulho Shelter - De repente, Califórnia! Um simples motivo para viver

Shelter – De repente, Califórnia! Um simples motivo para viver




Em homenagem ao mês do Orgulho LGBTQ+ nós da equipe Boys Love Brasil preparamos vários e reviews especiais. O mês já tá acabando e porque não falamos sobre um filme mais leve e que nos ensine que ser nós mesmos não é crime e amar quem quisermos é uma dádiva.

E pra comemorar esse mês escolhi um dos meus filmes favoritos… Shelter – De repente, Califórnia é um filme de 2007 e conta a história de amor entre o surfista Zach e o escritor Shaun. Shelter é sobre aceitação, mas principalmente ele mostra que nossas escolhas devem ser feitas para nos fazerem felizes e não aos outros.

Zach é o típico bom moço que deixa todos os seus sonhos para o bem de sua família, ou apenas para que Jeanne sua irmã egoísta possa seguir em busca de um “pai” para seu filho. E pra isso ela literalmente explora e faz chantagem emocional com seu irmão para que ele cuide de seu sobrinho Cody.

Cody é uma criança linda, que infelizmente tem uma mãe que ainda não acordou pra vida. Ele tem Zach como um exemplo paterno, tanto que costuma chama-lo de pai, o que não é surpresa já seu tio está com ele quase 24 horas por dia.

Nosso mocinho vive entre cuidar de seu sobrinho e trabalhar em uma lanchonete, e para aliviar o estresse ele costuma surfar e grafitar nos muros do seu bairro. E para entrar na sua listinha de “coisas que me mantem vivo”, ressurge o irmão mais velho do seu melhor amigo, que também era seu “mestre” no surf, vulgo um cara impossível de não se apaixonar Shaun.

Shaun é escritor e abertamente gay, por causa do fim de seu relacionamento que causou “bloqueios” de escritor ele resolve retornar para a casa de praia de seus pais, para ver se consegue terminar seu próximo livro. Nessa volta ao lar ele reencontra seu pupilo Zach que está tomando conta da casa enquanto seu irmão caçula viaja se divertindo.

Esse reencontro reaproxima Shaun e Zach que começam a passa mais tempo juntos e assim fortalecendo a amizade. E é ai que a história de amor começa, Zach se sente protegido perto do Shaun e por isso se sente seguro para se abrir mais e falar de seus sonhos e projetos que à muito tempo foram deixados de lado.

A aproximação deles não deixou todo mundo feliz, então não é surpresa quando Jeanne começa a questionar o irmão sobre Shaun. Dando conselhos desnecessários e preconceituosos apenas por medo do que os outros pensam. O medo de ser motivo de preconceito faz com que ele tente se reaproximar de Tori sua ex, mas não dá muito certo já que sua atração por Shaun é mais forte.

E então chega o momento mais esperado, o beijo!!! É uma das minhas cenas de beijo favorita, tudo acontece tão naturalmente que sempre me pego suspirando quando vejo. É totalmente palpável os sentimentos do Shaun na cena, como se ele apenas quisesse dizer “tudo vai ficar bem” e com isso Zach apenas se entrega.

Mas como a noite não dura eternamente e o sol tem que brilhar, o sentimento de medo e insegurança de Zach retornam com o novo dia. E como é de se esperar o rapaz se afasta de Shaun e tenta desesperadamente ignorar o escritor. Mas como já tinha dito, a atração deles é tão forte que a  “criança” não consegue se manter longe e corre para os braços dele. O que nos leva pra minha segunda cena favorita…

Depois dos amassos que a gente ama, temos o momento água com açúcar pra acalmar de nossos ânimos. Zach cada vez mais se apaixona por Shaun, principalmente porque seu sobrinho também parece gostar do seu namorado, o que aquece ainda mais o coração do jovem.

Masssss como sempre temos intrigas, Jeanne, o ser mais egoísta, pra não dizer outra coisa, volta com o seu papinho homofóbico de “Zach precisa de uma figura de HOMEM” (alguém me segura que vou dar na cara dela). Isso foi o estopim para que o velho Zach ressurgisse das cinzas e fizesse com que ele voltasse a fugir de quem realmente é.

Depois da DR com Shaun ele novamente corre pra Tori, mas a garota é um anjo e o apoia e o incentiva a ser ele mesmo. E é nesse momento que temos uma confissão, ele diz que ela era a única coisa que o fazia ainda ser hétero, ou seja, ele já sabia que era gay, mas o medo sempre falou mais alto. Eu tenho pra mim que a primeira paixão dele foi o Shaun, uma conversa no início do filme me deu essa impressão.

Ainda fugindo do amor Zach recebe uma boa notícia, novamente ele recebe uma bolsa de estudo para estudar Artes em uma faculdade de prestigio em outra cidade. Cidade essa que é onde Shaun mora, o destino é sempre tão maravilhoso.

Bem, mas como todos nós sabemos Zach desistiu dos estudos pela primeira vez por sua família. Então ele fica confuso se deveria seguir seus sonhos ou simplesmente abandoná-lo novamente, sua irmã é claro continua com a chantagem emocional e joga a bomba dizendo que ia pra outro cidade com o namorado em busca de um futuro melhor. E que por isso ele precisava ficar e cuidar do Cody, porque ela não poderia levá-lo (eu ainda quero dar na cara dela).

Não se desesperem porque Shelter é um filme clássico raro com final feliz. Como Jeanne foi advogada do diabo, o irmão de Shaun é o defensor dos pobres e injustiçados. Depois de voltar pra casa o amigo do Zach descobre sobre o relacionamento dele com seu irmão.

E contrariando todos os clichês ele fica decepcionado com o amigo porque Zach não confiou nele, e não porque o amigo é gay. E claro, como tem no relacionamento entre todos os amigos, Zach teve que ouvir as brincadeiras do cunhado.

Mas o melhor momento foi a confissão “você acha que nossa relação mudaria, porque você nunca me contou? Você pensou que eu não saberia”. Zach com certeza deve ter tido um choque de realidade, já que parece que o segredo dele não tava tão bem escondido no final.

Essa conversa foi a luz no fim do túnel para que ele se decidisse e fosse pedir uma segunda chance para Shaun. Depois de finalmente resolver sua vida amorosa, ele precisava se resolver com sua família e para isso ele tinha dizer umas verdades para a irmã.

O garoto até que tentou colocar juízo na cabeça dela, mas não deu certo. Ela preferiu ir embora com e deixar o filho aos cuidados do irmão, mas claro que antes de ir ela teve que descer o nível (não vou comentar sobre minha vontade de bater nela).

E para finalizar temos o gostinho da nova família feliz depois de todos os perrengues. Minha declaração final é que se esconder e fugir não vão fazê-los felizes, temos que ser corajosos para escolhermos o que é melhor para nós. Então nunca desista dos seus sonhos, porque diferente do filme, a vida quase nunca dá uma segunda chance.

 

 

Kitty
Kitty
Fujoshi viciada nos BL's da vida à 12 longos e maravilhosos anos.
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