Fala pessoal, tudo bem com vocês? Hoje trago uma matéria um pouco diferente, como assim? Para aqueles que não sabem, por coincidência ou não, tenho 17 anos, a mesma idade que o nosso protagonista da série, Oh. Por esse motivo, acredito possuir certa propriedade e autonomia para discorrer sobre esse lakorn que traz uma proposta muito interessante para os jovens assim como eu, a cerca dos problemas que nos permeiam e, na verdade, gostaria de fazer um parêntese para aqueles que sejam, quiçá, mais velhos, para que também me acompanhem neste texto, já que, se possível, seria interessante saber se ocorreram mudanças nessas “mazelas” entre as gerações.

Bullying

Acredito que a temática central desse dorama seja o Bullying, algo que a nossa personagem principal sofre desde o primeiro contato que temos com o drama. Aqui vou me abster da história que desencadeou a sucessão de ataques contra o nosso “Cogumelo” (apelido que ele recebe dos meninos que mexiam com ele, mas que com o passar da série foi romantizado por Peach), pois gostaria que vocês assistissem, mas quero comentar sobre as consequências desses atos. 

O Bullying é uma expressão moderna que designa ações violentas e intencionais praticadas contra uma pessoa e que podem causar danos físicos e psicológicos. Toda essa explicação é algo que quase todos nós já sabemos, mas que muitos ainda praticam. 

No dorama, por exemplo, Oh sofre tanto fisicamente quanto verbalmente e aqui cito alguns dos horrores que aqueles moleques faziam: brincadeiras de mau gosto como jogar a mochila dele no lixo, despejar dejetos e outros resíduos em seu uniforme, violência física e, claro, a parte que mais chocou quem assistia, bem como a própria vítima, que já não tinha uma auto estima elevada, coisa que nenhum adolescente tem e inclusive eu, foram as agressões verbais e as diversas tentativas de diminuir o rapaz. 

Para quem assistiu, acredito que não fui o único a pensar que Oh continuaria a sofrer desse jeito até o final do drama, mas devido a uma gama de acontecimentos, o nosso querido cogumelo foi pouco a pouco fazendo novas amizades e, claro, acreditando cada vez mais em si, mudando o seu visual, deixando de se importar com o que os outros pensavam sobre o trabalho de sua mãe e também recebendo o apoio indispensável da família, amigos e professores.

Amigos

Não só na adolescência, mas durante toda a nossa vida, a presença de amigos é importantíssima, pois todo ser humano necessitar de outro para desabafar, receber conselhos, rir nos momentos bons e chorar nas horas difíceis também, é claro que você, leitor, pode estar rindo e pensando “como é clichê”, mas o que fazer se esse “clichê” é a mais pura verdade? Ademais, é preciso acrescentar que esses amigos não precisam ser necessariamente físicos, por exemplo, da escola ou do bairro, os virtuais estão inclusos e, penso eu que talvez esta seja a maior diferença entre as gerações, a realidade virtual, que está cada vez mais presente em nossas vidas. De qualquer forma, faço aqui um apelo para aqueles que dizem “não tenho amigos”, não minta! Os amigos virtuais também são amigos e olha meu caro meu caro Watson, eles são demais (pelo menos os meus não os largaria por nada, fora que mal posso esperar pelo dia que nos encontraremos, hehe)! 

No lakorn, o nosso protagonista que antes era uma pessoa bastante solitária, a cada episódio foi deixando de lado esse vazio, preenchendo cada lacuna com um amigo especial, e olha, que grupinho em! Na verdade não gostaria de me estender muito sobre o nosso quarteto fantástico… Quarteto ou quinteto? Não posso esquecer o nosso querido Sr. Decha, professor de ciências dos meninos. Eu fiquei muito emocionado, digamos assim, com o desabafo que ele faz para Oh sobre sua adolescência, que por sinal era bem análoga, recheada de dificuldades, além do bullying é claro. 

Além do quinteto fantástico, composto pelo ilustre casal BL “In e Sun”; temos a Ainam, eu realmente fiquei muito confuso com ela: “você vai ajudar o casal ou não?”, mas depois entendi (mais ou menos) o papel dela; e o professor Sr. Decha, não poderia deixar de comentar sobre os meninos da oficina (apelido que dei para eles), amizade essa que começou da maneira mais inusitada possível. Seria pedir demais cabular aula por um dia e acabar ajudando um gangster a fugir e… de repente virar amigo dele e da sua gangue super descolada de motoqueiros? Acho que sim, né?

Bom, independentemente da maneira como essas três figuras conheceram Oh e se tornaram amigos dele, é inegável comentar sobre o bem que eles fizeram para ele, assim como foram a principal influência para que o “CDF” da escola se tornasse numa das pessoas mais descoladas. Enfim, Pond, Jued e Jack, muito obrigado por se tornarem amigos do nosso Cogumelo!

Primeiro Amor

Ah, a nossa primeira paixão, será que todos se recordam? Bom, eu acho que a minha, por exemplo, foi na quarta série (equivalente ao quinto ano), é muito nostálgico relembrar isso, mas e você, leitor, consegue se recordar da sua primeira paixão (seja ela na infância ou juventude)?

O primeiro amor do nosso protagonista foi durante a escola, assim como a maioria dos estudantes, mas, infelizmente, sua crush já tinha um namorado, que por sinal era o seu ex-amigo, maior inimigo atual. A maneira como o romance abordou essa questão, particularmente achei muito interessante e próximo do que realmente acontece na realidade. Eu sei que a probabilidade de um menino, alvo de chacota da escola, conseguir ficar com a menina mais popular da escola é coisa de filme americano ou fanfic, porém o modo como o protagonista demonstrava o seu amor por Peach (nome da menina), era fofo demais. Aliás, tente achar qualquer careta do Nanon (ator que interpreta Oh) que não seja uma gracinha e falhe miseravelmente.

Além do nosso casal principal hétero, temos também o BL (parte mais aguardada por muitos) que, na minha opinião, não foi muito desenvolvido, mas estava lá. In e Sun, dois meninos que possuem histórias familiares muito intensas, marcadas pela ausência e rigidez, todavia ao se cruzarem conseguem amenizar esses problemas e constroem uma amizade, um laço fraternal muito bonito. Acho que afirmar que eles tiveram um relacionamento amoroso durante a adolescência é forçar demais, ainda que eu seja uma Alicie de plantão.

Ainda que eu acredite que esse BL, pelo menos durante a série, tenha ficado morno e se comportado como um bromance chinês clássico, preciso reconhecer que, mais uma vez, a obra abordou pontos chaves sobre alguns aspectos da adolescência: a questão familiar (não existe família perfeita!) e a descoberta sexual projetada em In. (ALERTA SPOILER) Este que ao mesmo tempo queria ter Sun por perto, pois se sentia bem, tentava conquistar Ainam, que por sinal estava afim de Sun. Agora este que tinha certeza que gostava de garotos, sofria amargamente pelo seu “melhor amigo” e também crush pedir sua ajuda para comprar presentes para uma garota. UMA CONFUSÃO.

Mais uma vez, na minha humilde opinião, só com o episódio especial de Our Skyy é que o casal BL de My Dear Loser tem um final “decente” e, finalmente, tanto In aceitar estar apaixonado por Sun e este deixa de sofrer. Amém né?

Recado

Os pontos que gostaria de abordar sobre o dorama foram esses, mas é claro que se formos mais afundo é possível abrir discussões sobre muitos temas, já que a adolescência é cheia de problemas, não é mesmo?

Uma vez eu já ouvi que a juventude é a fase mais importante para o ser humano, como a parte final da metamorfose e, ao completar 18 anos, estamos prontos para voar. Acho essa analogia um ponto falha. É ululante que a adolescência é uma fase importante para a formação do homem, pois é nela que adquirimos muitas experiências e contatos necessários para a vida adulta, eu diria que é como uma “amostra grátis”. Nem todos nós temos as mesmas oportunidades e experiências necessárias, alguns, por exemplo, recebem mais responsabilidades que outro, enfim, o que é, de fato, indiscutível são as pressões que são colocadas em nós.

Pressões essas em formato de trabalho, vestibular, vida social, vida amorosa, vida doméstica (relações familiares e tarefas domésticas), aceitação social, padrões de beleza e a lista não acaba. O ponto aqui é que se você por acaso um dia se sentir cansado dessa vida maluca que leva, achar que está saturado ou então que nada dá certo… Calma. Respira, dá um stop! Se sentir frustrado e, às vezes, triste é perfeitamente normal. Pensar que só você é desse jeito, aqui abro o leque, que só você não está satisfeito com o seu corpo, que só você não entende tal matéria, que só você é desse jeito, que só você não é um padrão. Um padrão imposto pela sociedade. Fica calmo, fique calma! 

A graça da vida é não ser igual a ninguém, pode não surtir efeito por eu ter apenas 17 anos, mas é a pura verdade, qual seria o sentido de abrir meu instagram todo e visse que todos os feeds são exatamente iguais, como robôs? Não teria graça. A graça é ser diferente, bobinho(a). Caso você não esteja satisfeito com o seu físico, mude! Se você acha que tem dificuldades em algo, tente outro método! Move your body, poc! E mais uma coisa, fica tranquilo, todos têm problemas, todos se sentem inseguros e com medo às vezes, não pense que o mundo vai acabar só porque você está tendo um dia ruim, vai ouvir uma música, dance! Aposto que as coisas irão melhorar. E se não melhorarem, busque ajuda!!! Sempre!!!! Não tente resolver tudo sozinho, jamais se sobrecarregue, ok?

Bom, essa foi a matéria do dia, eu espero que vocês tenham gostado, seja você um aborrecente ou não. Ah, e se você for mais velho, vê se para de dizer que ser jovem é sinônimo de vida perfeita, mentiroso. Fico por aqui, um grande beijo e aquele abraço! 

Momento apreciação

Nanon (Oh)