Love, Simon – E o amor de uma família unida

“Quando você era pequeno, você era tão espontâneo, depois que cresceu você parece estar se segurando, parece estar preso em alguém que não é você”

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Olá, galera linda do meu coração, tudo bem? Titio Bobby aqui de novo e hoje eu vim para falar de um filme que é o meu xodó, sim, eu vou falar de “Com amor, Simon”. Lançado no ano passado, o filme teve bastante crítica positiva e conquistou um grande público, tome cuidado você que ainda não viu o filme, os parágrafos que seguem podem conter spoilers.

 

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O Filme conta a historia de descobertas e aceitação do personagem principal Simon Spier, majestosamente interpretado pelo ator Nick Robinson. Simon já sabia há algum tempo que era gay, porém tinha medo da não aceitação da sociedade, de seus amigos e, principalmente, de sua família, e é nesse último núcleo que eu vou focar neste review.

A família Spier é a típica família americana perfeita retratada em filmes de romance e pouco vista na vida real, ela é composta por uma mãe e um pai que foram super populares durante a escola e que se conheceram no ensino médio, casaram-se e tiveram dois filhos. A convivência em família deles é ótima, liberais na medida, mantém sempre o canal de diálogo aberto para com seus filhos e muitas das vezes agem como se fossem, e de fato são, os melhores amigos e incentivadores de Simon e sua irmã.

Então, cabe a nós fazermos a pergunta, por que então Simon teve tanto medo de se assumir para os pais? Para pessoas LGBTQI+ que a todo tempo ouvem o quanto errado é ser quem você é, ouvir que ser LGBTQI+  destrói famílias, e tantas outras barbáries, mesmo a família de Simon sendo liberal e demonstrando amor incondicional a ele, ele tem esse medo de que se contar que é gay, vai destruir o mundo dos pais dele e o sonho da família perfeita. Porém, depois do desastre dele ser arrancado de maneira irresponsável do armário por um colega de classe, a família dele acaba descobrindo.

É a partir desse momento que descobrimos então que a família dele não é aquele tipo de família que é bonitinha para pousar para a foto, mas na vida real é outra coisa, não. A família Spier mostra então o que de fato é o amor que os unem. Primeiramente, a mãe dele interpretada lindamente pela talentosíssima Jennifer Garner, mostra que ela sabia que o filho tinha algo de diferente, mas que acima de tudo respeitava o espaço dele, quando diz a seguinte frase: “Quando você era pequeno, você era tão espontâneo, depois que cresceu você parece estar se segurando, parece estar preso em alguém que não é você” ela ainda completa dizendo que nada faria com que ela amasse menos ele, e que a sexualidade dele era só uma parte de quem ele era e que não mudaria em nada o amor dela.

Por outro lado, Josh Duhamel, que interpretou o pai de Simon, nos passou em um primeiro momento que ele teria um problema com a sexualidade do filho, mas depois conseguimos ver que, na verdade, ele estava meio envergonhado, porque sempre fazia piadinha homofóbica. Temos que levar em consideração também que como qualquer outro pai, ele fez planos para o filho, a ainda não há pais que façam planos pensando na possibilidade do filho ser homossexual, por isso ele precisou de um tempo para digerir a notícia. Por fim, culminou naquela cena maravilhosa dele reiterando seu amor pelo filho e ainda chamando ele para fazerem um perfil conjunto no Grindr.

Depois de assistir todo o filme eu só confirmei meu pensamento que quando se tem o amor incondicional de sua família, qualquer problema por maior que ele seja, se torna fácil de enfrentar. Love, Simon é tudo sobre amor, e um amor incondicional.

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