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Eu estive aqui – Quebrando mitos sobre depressão e suicídio

Olá meus bombons de licor, tudo bem com voces?

Continuando com as matérias sobre o setembro amarelo, hoje lhes trago uma resenha se um livro que trata de um tema muito sério, que é o suicídio. O livro “Eu estive aqui” da autora Gayle Formam, mesma autora do Best seler “Se eu ficar”.

 

 

Sinopse

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo. Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo, e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Eu estive Aqui foi o primeiro livro da autora, depois do livro de sucesso “Se Eu Ficar”, da mesma autora, inúmeras editoras brasileiras se voltaram para as obras da grandiosa escritora Gayle Forman, que já tinha traduzidas no Brasil as obras: “Para Onde ela foi”, “Apenas Um dia”, “Apenas Um Ano” e ” O Presente do do meu Grande Amor”. – Todos linros maravilhosos! Super indico cada um deles.

“Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de joias e se enforcou com eles.” – Trecho do livro.

Agora vamos nessa, Meg e Cody eram inseparáveis e faziam inúmeros planos para saírem da pacata cidade que viviam assim que terminassem o Ensino Médio. Contudo, somente Meg realmente se aventurou ao sair da casa dos pais e tentar uma faculdade mais prestigiada em Tacoma, deixando sua melhor amiga para trás, sujeita a trabalhar de faxineira e a ter um futuro sem muitas conquistas. O que Cody não esperava era que sua melhor amiga se suicidasse alguns meses depois, ao tomar um frasco de veneno em um quarto de hotel.
Agora a vida de Cody estava de cabeça para baixo. Como nunca percebera os indícios suicidas da melhor amiga? Como Meg nunca contara a ela o planejava fazer? Elas não eram inseparáveis, afinal? Cody se viu perdida.
Os pais de Meg, entretanto, pedem para que Cody viaje até Tacoma a fim de que busque todos os pertences da filha e arrume todas as suas demais pendências. Mas esse era o problema: Meg havia planejado tão minunciosamente sua morte que não havia pendência nenhuma; até suas roupas estavam encaixotadas e sua cama, devidamente arrumada, ela realmy havia pensado em todos os detalhes, foi algo MUITO planejado.
Entretanto, Cody conhece os “amigos” de Meg e procura, em seu notebook, saber o que a deixara tão depressiva. É nessa investigação que Cody descobre um envolvimento amoroso entre Meg e um guitarrista charmoso chamado Ben McCallister e inúmeros arquivos criptografados. Talvez ali estivessem as respostas para todas suas dúvidas.

Esse foi o quarto livro que li de Gayle Forman, e acabei mesmo assim meu surpreendendi com a envolvência que essa autora criou em seu enredo. “Eu Estive Aqui” é o típico livro que te conquista nas primeiras páginas e lhe faz se soltar lágrimas no final.
É uma obra extremamente intensa. Tão concreta e real que é impossível interromper a leitura ou parar de pensar sobre o assunto. Ela buscou um tema muito legítimo da atual sociedade e bem relevante: a depressão e o suicídio, e demonstrou todas a problemáticas que essa doença ou atitude pode gerar.
Além disso, desenvolveu os personagens em torno de uma história comum, que pode atingir qualquer família, amizade ou relacionamento amoroso, Gayle Forman revelou talentosamente qual é o sentimento de uma pessoa que não sabia que a pessoa mais importante da sua vida pretendia se matar, pois nunca tivera um dica, um indício, uma atitude que a preparasse para esse grande baque.
E a dor de Cody é muito palpável. Ela se sente responsável pela morte da amiga, assim como, traída, por descobrir, ao longo do enrendo, inúmeros acontecimentos que jamais tivera conhecimento. Cody era extremamente dependente de Meg, sentia-se inferior, por não ser tão carismática, tão inteligente e tão corajosa.
Cody tinha uma visão muito própria da sua melhor amiga — colocava ela num altar, como se fosse perfeita — e nunca entendeu que Meg também tivesse fraquezas. E o interessante do livro foi exatamente isso: a busca da independência de Cody, que agora estava sozinha, a descoberta das inclinações da amiga que era, sim, imperfeita e a busca por si mesma.

Entretanto, não foi somente Cody que foi bem desenvolvida, outros personagens como Ben McCallister, Trícia e a família de Meg também foram muito leais à realidade, com defeitos e qualidades.

Achei muito interessante que Gayle, traz um tema tão atual e foca em um ponto que é pouco falado. O fato de que, muitas pessoas que têm depressão e pensamentos suicidas não demostram. Meg tinha tudo que alguém poderia desejar na vida, uma boa família, uma condição financeira razoável, conseguiu realizar o sonho de ir para faculdade cujo escolheu, e mesmo assim cometeu suicídio. Ela quebra esse mito, e é algo bem raro de se ver, Gayle colocou esse assunto “na roda” de forma maestral, mesmo não tendo um desfecho “feliz”, ela conseguiu abranger temas como, a relação de dependência, a depressão, o suicídio, e a superação. Um livro realmente sensacional que merece ser lido, e relido diversas vezes.

Então meus amores por hoje é só, beijos e até a próxima.




Laysa
Laysa
Laysa ou Lays é uma garota apaixonada por leitura, culinária e cinema. Em especial cadelinha do TXT e amante de Doramas. Colunista da família BLB e podem me achar também lá pelo canal no telegram é isso ❤️
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