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Resenha: Pornographer x Indigo no Kibun




Oi, Gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim! Bom, hoje eu vim falar um pouco sobre o dorama japonês “Pornographer” e a sua extensão, ou segunda temporada ou então continuação, seja lá como for, “Indigo no Kibun”. 

Partindo do pressuposto de que você, leitor, já tenha ouvido falar ou, melhor, assistido. Comecemos, então, com  “Pornographer”. Eu, desde pequeno, lá pelos os meus 10, 11 anos já assistia animes como: Naruto; Pokémon; Super Onze, etc, e, portanto, já me acostumei com a língua japonesa, no que diz respeito às expressões mais correntes como: “Arigato” (“Obrigado); “Ohayo” (“Bom dia”); “Baka” (“Tolo”), entre outras mais e, também com a expressividade e a pronúncia, os dubladores sempre falam alto e põem bastante sentimento no discurso oral, enfim, uma linguagem bem eloquente. Mas aonde quero chegar com isso? Eis que no ano passado, eu assisti ao meu primeiro J-drama BL, e foi muito engraçado, pois eu sou daqueles espectadores que adora observar tudo, as roupas, os penteados, a alimentação, o modo de falar etc.

E, uma coisa que me surpreendeu foi o fato de que o modo como eu ouvia nos animes (a fala) era igual ao da personagem no dorama, e, pelo menos para mim, foi irrisório porque é um choque cultural, embora eu tenha a mania de falar alto e, principalmente, rir alto, fica restrito ao ambiente familiar, e ao meu círculo social, ou seja, tenho pudor em conversar com outra pessoa de modo que os outros, ao meu redor, possam escutar; até mesmo quando atendo uma ligação no ônibus, falo do modo mais grave o possível para não perturbar os demais passageiros, mas é claro que, é apenas uma característica inerente a minha pessoa, mas de qualquer forma, o jeito como os japoneses se expressam me deixou admirado. Acalme-se, já estou voltando a falar sobre o dorama, eu sei, estou delirando. 

Mas por que eu toquei no assunto da fala mesmo? Continuando… “Pornographer”, a primeira temporada, fala sobre o encontro inesperado entre os protagonistas da série, neste caso, Kijima, um renomado escritor de livros eróticos e Kuzumi, um estudante universitário. É clichê, mas… Trata-se da velha história que todos nós, pelo menos eu, sonha: estar um belo dia andando até que a sua outra metade da laranja venha de bicicleta e quase atropele você, mas no caso de Kuzumi, ele realmente chega a ferir o professor e, esse fato é o que aproxima as personagens.

Basicamente, Kijima tem seu braço ferido, justo o qual utiliza para escrever os seus livros e, portanto, Kuzumi, por ser um estudante universitário (sinônimo: falido ou instável economicamente; mas que belo eufemismo em, kkkk), dispõe-se a ajudá-lo e começa a transcrever o livro para o autor, isto é, o escritor fala e o estudante passa para o papel. Aqui faço uma observação de como eu achei interessantíssimo o método de ambos para realizarem as pausas durante a produção textual, mas isso você pode conferir assistindo, rs! 

Não irei me estender mais, na verdade, para que você entenda a segunda parte, eu preciso citar Kido-Kun, o editor de Kijima. Por meio da primeira parte, nós apenas conseguimos saber que este é íntimo do literato e que Kuzumi sente ciúmes por isso. É óbvio que existem mais coisas que dá para se deduzir, todavia se eu contar, vocês vão me xingar que eu sei. Mas já adianto, vale a penas assistir se você curte algo mais picante, caliente, umas coisas mais “lemon”, caso você seja do ramo dos animes ou mangás… 

Enfim, chegamos a segunda temporada, “Indigo no Kibun”. A segunda parte retrata os antecedentes da primeira, diferente do que estamos acostumados, não? Mas na sinopse dos subs está escrito que essa parte dois será sobre os antecedentes e o que aconteceu com o casal X da primeira temporada, eu não direi quem foi o casal X, ainda que seja deveras ululante. Bom, a gente começa com cenas do autor antes de se tornar uma romancista de livros eróticos, eu esqueci agora qual era o tipo de livro que ele publicava, mas a única certeza que tenho é a de que não era sobre a temática erotismo, KKK.

Bom, pelo menos nos quatro primeiros capítulos, é mostrada apenas como que se formou a relação entre o autor e o editor, como posso dizer sem tirar a emoção? Ok, de maneira sintetizada, eles eram colegas da universidade que se reencontram no velório de um professor (???) e, pelo destino, durante a volta para casa, Kido oferece carona a Kijima e este aceita-a e por aí vai. Olha, não direi mais nada sobre esses dois, mas… (emoji suando devido ao fogo, haja cena quente em galera)

A novidade da temporada é um velhinho (Gumouda-sensei), como se diz velho em japonês? Os leitores que entendem da língua, por favor, me ajudem… Tá, mas como e por quê? Esse senhor é um exímio escritor de romances eróticos que já está no fim de sua vida, se eu não estiver errado, fora diagnosticado com câncer no fígado (triste, né?); e o Kido recebe uma proposta de seu chefe, caso ele consiga que a última publicação do mestre seja feita pela empresa daquele, terá a oportunidade de trabalhar na empresa do pai do chefe (uma confusão, me perdoem) e, claro, obter aumento.

Kido, então, não pensa duas vezes e vai até o mestre para fazer o pedido, não obstante o velhinho pede em troca que aquele traga um aprendiz e ele (Kido) cita Rio (Kijima Rio), mas o tarado (KK) do mestre acredita ser uma mulher e quando o Kido leva o Kijima até a casa do mestre, este tem um ataque e pede para que ambos saiam imediatamente! Mas… Nesta parte (episódio dois, eu acho) o mestre impõe uma condição para que ele aceite o escritor como seu aprendiz. E foi aqui que eu fiquei bege! Não direi o que ele pediu, mas foi o ápice pra mim. Assistam! Bom, eu quero aproveitar esta oportunidade para fazer algumas pinceladas sobre a cultura japonesa.

Não sei se é novidade para você, leitor, mas o Japão, segundo dados da OMS, (Organização Mundial da Saúde) é o país com a maior expectativa de vida em todo o mundo, com 83,7 anos. Além disso, a população senil corresponde a 27,3% dos japoneses, o equivalente a 34,6 milhões, segundo dados do Ministério do Interior. Mas o que esses dados representam? O evidente envelhecimento da sociedade japonesa e o notório desenvolvimento da tecnologia para o campo da saúde, o que é maravilhoso, não? Só para ter uma noção, nós, aqui no Brasil, também estamos passando por uma transição demográfica, atualmente, estamos na terceira fase ou fase avançada, em que o crescimento vegetativo cai (CV: Taxa de Natalidade – Taxa de Mortandade) e a expectativa de vida aumenta, também devido a urbanização, difusão de métodos contraceptivos e avanços em políticas de saneamento básico, mas que ainda há muito o que melhorar, não é mesmo?

Mas você se questiona: eu entrei aqui no intuito de ler sobre dorama japonês, mas de repente estou lendo uma notícia do IBGE? Na verdade, não é bem assim. Eu quis fazer essas comparações para que nós tenhamos uma noção de como as culturas, ainda que muito diferentes, passam por períodos que as aproximam e, além disso, falar sobre o tratamento especial que os idosos recebem no Japão e que, na minha opinião, serve de exemplo para o restante do mundo. É evidente que esse “tratamento” é uma tradição e que talvez seja um dos principais motivos da elevada expectativa de vida, mas que acima de tudo é um ato de respeito com a população experiente, o fato é que hoje também cresce o número de vagas para cuidadores de idosos no Japão e isso provoca uma intensa migração para o país e, claro, a movimentação da economia.

Passado o momento curiosidade, finalizo esta matéria pedindo a sua opinião sobre esse tipo de conteúdo em que foi mesclado o dorama e, a partir dele, foi extraído alguns pontos para que pudéssemos abrir novas discussões e curiosidades da cultura oriental. Desde já, agradeço a sua atenção por ter me acompanhado até aqui e espero que tenha gostado, mas é claro que, caso tenha achado muito diferente, comente aqui embaixo e diga: o que poderia mudar? Sua opinião é sempre bem-vinda, claro que se exposta com respeito! Fico por aqui, um grande beijo e aquele abraço.

Kawê Oliveira
Kawê Oliveira
Olá, me chamo Kawê e faço parte da equipe da BLB. Sou colunista e tradutor, é um prazer imenso poder auxiliar na produção de conteúdo asiático e LGBT acima de quaisquer divergência de opiniões. Fico por aqui, um grande beijo e aquele abraço.
Kawê Oliveira
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