Oi oi caros leitores!
O fim do ano chegou. Amanhã se inicia um novo começo, mas agora quero saber: você aceita as diferenças?
Ou melhor, você se aceita?
Ser diferente pode ser muito bom, mas isso pode ter impactos fortes na sociedade. Existe um certo padrão a qual estamos relativamente acostumados e ser diferente é considerado ser do contra, ser esquisito, ser alguém que apenas quer atenção. Mas não é isso.
Os jovens de hoje, entre seus 17 e 25 anos de idade tem uma visão diferente da geração anterior, querem poder se descobrir seja na profissão, em sua orientação sexual ou quem realmente é.
Esse texto é para fechar o ano. Acredito que 2019 foi um ano conturbado para todos, crises econômicas, polêmicas, mortes e outros assuntos que podem ter algum impacto na sua vida. Para mim em especial tem algo muito forte em se aceitar.
Considerada a ovelha negra da família, participei de um movimento do Boys Love Brasil com a Vika em Curitiba em prol do Setembro Amarelo. Distribuímos cartões com mensagens positivas e também abraços grátis. Por isso, pensei muito em como poderia escrever sobre isto.
Até que conheci o Jun.


Ele é norte coreano, que fugiu em 2008 e agora viaja o mundo contando sua história e mostrando que não é diferente de nos. Ele é humano. Tem olhos, boca, nariz como todos nós.
Com uma venda nos olhos e uma placa contando resumidamente sua história ele se põe de pé com os braços abertos para receber apoio em forma de abraços como uma troca de confiança dele para outras pessoas.
Com os olhos fechados ele recebe alguns encorajamentos em várias partes do mundo, Paris, Alemanha, Japão, China e a própria Coreia do Sul.

Você pode acompanhar no canal do YouTube dele e ver as diferentes reações, a hesitação em aceitar ou de ir até ele. Alguns com a empatia do sentimento de pertencimento e aceitação.
Dependendo do lugar o que mais me marcava era o fato de pessoas irem até ele como na Coreia do Sul, ou a demora para um ir até ele. O que podemos tirar de lição é que em qualquer lugar terá alguém que vai aceitar o Jun, eu ou vc.
Por isso, quero terminar e deixar uma pergunta para vocês, qual a culpa dele de nascer em uma país diferente? Que culpa tem você de ser como você é?
E, por fim, você se aceita? Você aceita ser diferente?

Beijos Kim nana
Feliz ano novo