• 14/05/2021

CALL IT WHAT YOU WANT: REFERÊNCIAS E PRESSÕES!!

Olá, menines. Estou de volta, na verdade nem fui. Mas agora vamos falar da nova série original da Gagaoolala, a plataforma de streaming voltada para produções LGBTQIA+ em parceria com o famoso diretor de produções BLs  Aam Anusorn Soisa-ngim. A história é baseada em fatos reais e acontecimentos presenciados pelo diretor, que revelam um lado desconhecido ao público e tenebroso do universo das produções BLs.

Mas deixemos as introduções e comecemos!!

EPISÓDIO 1

A história já começa com certa obscuridade. Abre-se com uma cena na praia com duas pessoas, dois homens e não fica bem claro quem são e de repente um deles já não está mais na imagem. [penso eu que sejam James e um namorado e que ele morreu, não sei, mas olhando não prece ser ele] Então vamos para James em seu apartamento cheio de posters fazendo referências a produções LGBTQIA+ no geral e BL, enquanto subgênero. James é diretor e parece estar passando por dificuldades financeiras, estava ele se preparando para um de seus trabalhos quando recebeu a notícia de que alguém da produção fugiu do país com o dinheiro do projeto. [correspondência com a realidade não é,  nem de longe, mera coincidência]

Imagem tirada do twitter do gagaoolala
Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Triste e em casa com seu gato, vendo o noticiário, James recebe a visita de seu amigo Marco. Na TV alguns escândalos envolvendo o universo BL na Tailândia, quando James resolve ir ao banho, recebe uma ligação com uma proposta de trabalho em um projeto BL. Marco atende e leva o telefone para o amigo que saiu pelado do banheiro e aceitou a proposta[foi a proposta do telefonema…], para celebrar nada melhor que um abraço no amigo…

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Na agência que o convidou, ele vai falar  com Tee, o chefe, que demonstrou rispidez, arrogância e muito interesse no lucro. De antemão James já descobre que terá que trabalhar excessivamente, acumulando diversas funções no processo de produção e ganhando uma miséria de salário [bem vida de professor, em especial em escolas particulares]. Depois há uma conversa interessante entre ele e uma manager  que lhe está apresentado o lugar. Ela o vai explicar o que é BL: estoria de amor entre dois homens héteros, em que um se apaixona pelo, mas não é série gay, essa é a diferença. [6 entenderam? BEEEEEERRRO!!!]

Então o diretor vai para o workshop com os dois atores: Bas e Ait, com quem ele vai trabalhar no projeto. Já parece surgir um clima entre Ait e ele, e aparentemente ambos já se conhecem de outros carnavais… Os estereótipos sobre o “top” e “bottom”, seme e uke, como chamávamos no meu tempo. [tou vei] O top é o alto, malhado e bonitão, o bottom é o magricela, fofo e tímido.

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

James quer saber as razões que os levaram a serem atores, ambos vão explicar. As histórias estão ligadas a sofrimento, frustração ou falta de opção, mas Bas chama nossa atenção,[não só porque ele é um gostoso do caralho] ao dizer que preferiria morrer se não fosse ator, mas ao perceber o choque das pessoas na sala, diz que tava brincando. Ait já lança um: tou solteiro e pede o número do boy para ligar à noite [bixa mais assanhada que eu]. Outra coisa que vem à tona é o fato de terem os celulares confiscados, não seria interessante que emitissem opiniões próprias, serem constrangidos a fazerem cirurgias plásticas e beberem gororobas, o top, pra continuar gostoso.

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Esse foi mais ou menos o ep.1, são curtos, 30 minutos.

EPISÓDIO 2

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Esse episódio é quase todo dedicado a Ait e James, o início da relação deles, ou continuidade e os problemas iniciais. Ao chegar em casa James encontra Marco que parece ter arrumado a casa [ainda não compreendi o teor da relação dos dois]. Eles falam sobre o trabalho e ele conta as situações de constrangimentos que aconteceram. 

James, ao trabalhar no roteiro percebe de onde conhece Ait, já fizeram outro projeto juntos. Ait liga para ele e passam horas ao telefone falando sobre os mais diversos asssuntos e há algumas interações sexuaias, com insinuações por parte de Ait [a própria safada, de santa só a cara mesmo], a bixa dá em cima do maxu na cara dura [gosto assim!] e faz insinuações com o fato dele tá comendo banana, pergunta se gosta de chupar banana  a essa hora da noite, além de querer saber se o boy tá pelado e perguntar onde ele vai “tomar”, quando o outro fala que vai organizar tomadas de cenas.

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Imagem tirada do twitter do gagaoolala
Imagem tirada do twitter do gagaoolala
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A conversa se encerra com Ait pedindo que James fique na chamada até ele dormir, o que acontece, mas não antes de fazerem referência a divas Pop estadunidenses. No dia seguinte James pede carona a Ait porque seu carro foi apreendido, mas claro que ele não fala verdadeiramente a razão porque está pedindo o favor. Os dois se encontram num café, Ait faz uma entrada triunfante, digno de diva Pop, que deixa James de boca aberta e sem palavras, o outro leva um lanche pro diretor. [não é ele, gente, calma, agora que é o ep.2]

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Ait quer saber o que aconteceu com o carro de James, que mente, e faz o diretor por comida em sua boca [começa com a comida…], ele, super discreto e sem terceiras intenções, pergunta se foi o seu namorado  quem fez o sanduíche que ele tava comendo, e o outro diz que foi um amigo. Ao chegarem na produtora já vemos Tee na janela com uma cara de cu, que já é dele, e braços cruzados olhando para eles saindo do carro. Tee já vai dizendo pra James, no escritório, que é proibido andar de carro com os atores. 

James faz uma brincadeira sobre o fato de que exploram a fictícia relação entre os casais das séries, os shippes e Tee fica possesso. Faltou esfregar o cheque com a miséria de salário na cara dele, falando do investimento que eles fazem nisso e que é de lá que tiram o grana pra pagar, inclusive, ele, James. E encerramos o capítulo com Ait perguntando pra Bas o que tá acontecendo, porque ele tá triste e choroso. 

Imagem tirada do twitter do gagaoolala

Perceberam as várias referências não só à comunidade, mas aos fatos reais que se dão nos bastidores do universo BL e que uma vez ou outra sabemos apenas da ponta do iceberg? 

Obrigado por terem chegado até aqui, espero que tenham gostado e falem nos comentários o que acharam. 

Podem assistir a série pelo link: https://bit.ly/gagaCIWYW

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PJhey

PJhey

CEO e cofundador da BLB, 28 anos, gay, negro, formado em Letras - Literaturas de língua portuguesa, cursando Sociologia. Amante de livros, séries, professor atuante na área. Esquerdista chato, antirracista, e aspirante a marxista!!!

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