Hoje iremos conversar um pouco sobre um mito bastante curioso que conta a origem de uma flor, mas que no meio de tudo isso fala sobre uma história de “amor” entre Deuses e mortais.

Para começar, vamos entender por que os gregos tinham o costume de criar mitos. Bem, o mito é nada mais do que uma história ou um fato falado (oral) que tenta explicar algo, independentemente do que seja, e isso é passado de pessoa a pessoa e, na maioria das vezes, de forma hereditária. Ou seja, nascem muitas vezes em um núcleo familiar e dentre os objetivos de sua criação, pode-se mencionar o estreitamento de relações e a construção de uma identidade cultural de determinado grupo ou família, por exemplo. 

Além disso, a mitologia grega é um excelente meio para tentarmos compreender um pouco mais sobre a filosofia desse povo naquela época. Fora que, muitos desses mitos serviram e ainda servem de base para muitas obras de arte (pintura, literatura, escultura etc.), corroborando, dessa forma, a grandiosidade da mentalidade clássica ocidental. 

Nossa conversa será sobre Apolo e Jacinto, e tudo história começa lá no Monte Olimpo, quando deuses, particularmente, Apolo e Zéfiro, começaram a nutrir certo apreço por um jovem mortal muito bonito. Esse jovem chamava-se Jacinto. 

Apolo era o deus mais belo dos deuses, filho de Zeus, e era também reconhecido como deus do Sol e das artes; já Zéfiro era o deus do vento Oeste, considerado a personificação mitológica do vento em direção ao Ocidente. Ambos os deuses ‘disputavam’ a atenção de Jacinto, no entanto, o mortal sempre preferia a companhia de Apolo e essa preferência trouxe alguns percalços. 

Como disse, Jacinto amava seguir Apolo por onde este fosse e, estando certo dia ambos divertindo-se com um jogo de lançar discos (muito usual para a época), algo inesperado aconteceu.

O mito diz que Apolo teria utilizado muita força para lançar o disco e, auxiliado pelos ventos encaminhados por Zéfiro, que percebia o favoritismo pelo seu ‘concorrente’, não pensou duas vezes em direcionar o disco para o jovem mortal. 

Jacinto que estava ansioso para pegar o disco e fazer a sua jogada correu para apanhá-lo, mas mal sabia ele que o disco saltaria na terra e atingiria em cheio sua testa. O jovem caiu desmaiado. Apolo, desesperado com a situação que causara, ergueu-o e tratou de usar toda a sua arte para salvá-lo, porém tudo foi em vão, pois os ferimentos estavam além do poderes da medicina. 

Então, o deus exclamara:

“– Morreste, Jacinto, roubado por mim de tua juventude. O sofrimento é teu, e o meu o crime. Pudesse eu morrer por ti! Como, porém, isto é impossível, viverás comigo, na memória e no canto. Minha lira há de celebrar-te, meu canto contará teu destino e tu te transformarás numa flor grava com minha saudade.” 

Enquanto falava, o sangue de Jacinto escorrera para o chão e manchara uma erva que depois deixou de ser sangue e transformou-se numa flor de cor púrpura muito forte e bonita. Apolo chamou essa flor de “Jacinto” em homenagem ao seu amor e, sempre que a primavera volta, revive a memória de do jovem e lembra o seu destino. 

“A roxa flor que traz a dor impressa.”

(fragmento de John Milton em uma alusão ao Jacinto)

Opinião

Interessante, né? Eu considero interessante, mas ao mesmo tempo trágico, céus, morrer com um disco na testa? Que horror! Mas esse foi o mecanismo grego para explicar a origem da flor que por sinal é muito bonita. O que acharam?

Quero agradecer a sua atenção até aqui. Além disso, espero que possa permanecer em casa! Colabore para o combate ao coronavírus. Beijo, tchau.

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