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Lute como uma garota: A história da Peita

“Lute como uma garota”. Não é só uma camiseta. Não é uma frase publicitária.

A frase acima apareceu nas ruas de Curitiba em 8 de março de 2017, desenvolvida pela Peita. O movimento foi muito marcado, principalmente para mim que sou de Curitiba e percebi que abrir o mês das Mulheres com essa matéria é com certeza um grande incentivo ou até mesmo aquele fundo de esperança, afinal não existe luta sozinha.

Durante o Dia Internacional da Mulher – Marcha 8M, “Lute como uma garota” estampou as camisetas das mulheres que nesse dia foram para a rua manifestar sua força sob as opressões diárias, sejam elas em casa, no trabalho, na rua, na escola ou na faculdade…

Estamos em pleno século XXI e ainda é preciso falar o óbvio: TODOS SÃO IGUAIS. A desigualdade, o preconceito… tudo isso está na mente das pessoas. Querem ver um ótimo exemplo sobre obviedade?

Eu já vi muito isso em alguns shoppings e restaurantes. Quer dizer que as pessoas realmente não sabem que depois de usar o sanitário, é preciso lavar as mãos? Temos que realmente falar isso e colocar numa placa? Isto é, ainda mais agora na situação de COVID. 

Se o ser humano não tem mesmo um básico de noções de higiene para com ele mesmo, como podemos esperar que saibam ter respeito com o outro?

Lute com a Peita

A Peita é uma marca-protesto que nasceu no dia 8 de março de 2017, com a frase “Lute como uma garota” invadindo as ruas de Curitiba nas manifestações do Dia Internacional da Mulher – Marcha 8M, com o objetivo de oferecer ferramentas de enfrentamento para mulheres lutarem contra as opressões diárias. 

A Peita cumpre com a missão de trazer os dizeres polêmicos do contexto das manifestações para os dias comuns, trazendo a discussão do movimento feminista com uma nova abordagem. O apoio da Peita vem através da compra das camisetas que possuem um layout pensado para chamar a atenção de quem vê, como se fosse um cartaz ambulante. A frase traz um novo significado no seu contexto de vida, desafiando o outro lado da força, levando a palavra do feminismo para outros contextos, abordando assuntos ainda espinhosos e militando fora dos espaços de militância.

Segundo entrevista com a rádio Band B, “A Peita nasceu nas ruas. Mesmo que a ideia de ter uma marca de camisetas com dizeres polêmicos em all-type já existisse, foi a Marcha das Mulheres que me motivou a criar uma ferramenta de resistência”, explicou a designer Karina Gallon. “Organizações feministas batalharam mais de 60 anos para a data ser instituída. Não para ganharmos flores, é um dia de resistência, de fazermos nossas reivindicações pela igualdade entre gênero, raça e opção sexual”.

Lutar como uma garota é resistir todos os dias à opressão da sociedade machista.

É sobreviver em um sistema patriarcal que subjuga as mulheres o tempo todo, em todas as áreas. É existir em uma construção social, em que o mais medíocre dos homens julga-se um semideus diante de uma mulher.

As camisetas

A ideia nasceu da cabeça da designer curitibana Karina Gallon, depois de acompanhar os protestos no mundo todo contra Donald Trump e o discurso sexista dele. As frases escritas por mulheres pelas ruas das grandes metrópoles serviram de inspiração para as versões da camiseta da Peita. A marca dá visibilidade e encorajamento para as mulheres e tem 70% das estampas por parcerias com movimentos, instituições e projetos sociais, mulheres que estão na militância e/ou empresas que se comprometem com o combate às opressões. O lucro ou parte da produção das frases em parceria são doados para financiar essas causas.

Ativismo feminista dito com todas as letras, impresso em camisetas unisex para quebrar padrões, sem tabus e orientado pela “nova” máxima – seja quem você quiser. Essa é a essência da “Puta Peita”, projeto de camisetas “all types”, onde a mensagem é a protagonista.

Fonte: https://www.bandab.com.br/entretenimento/banda-b/lute-como-uma-garota-completa-um-ano-com-muita-historia-pra-contar-confira-no-mariana-martins-fala-serio/

https://peita.me

Texto de release de impressa: https://peita.me/pages/puta-peita

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Kim Nana

Canceriana de Curitiba, 22 anos. Jornalista, apaixonada por livros, mangás, manhwa, hq, séries, filmes, doramas, lakrons, documentários e tudo mais. Stay Aroha = Kpoper multifandom. Contado as horas para o debut do Treasure. "Não sou louco, apenas minha realidade é diferente da sua" - Cheshire Cat

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