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Moxie: quando as garotas vão á luta

Girl Power - Mais que uma palavra, um movimento

Dando seguimento às matérias do mês da mulher, hoje vamos falar de um filme extremamente essencial e necessário. Prontos?

Moxie: quando as garotas vão á luta

Sinopse: Inspirada pelo passado, de certa forma rebelde, da mãe e por uma nova amizade, uma adolescente tímida publica um texto anônimo que denuncia o machismo e sexismo em sua escola. (Fonte: Netflix)

Lançamento: 03 de Março de 2021

Duração: 1h57min

Direção e Produção: Amy Poehler

Roteirista: Dylan Meyer e Tamara Chestna

A nova produção da Netflix retrata assuntos muito importantes e ainda bem presentes na vida e na luta de diversas mulheres, e são esses o sexismo, o machismo e a pejoração de mulheres negras.

Moxie, ou também estilizado como MOXiE!, é um grupo que foi criado pela adolescente Vivian (Hadley Robson) que, sabendo que sua mãe era ativa na luta do movimento feminista e se deparando com a nova aluna, que se recusa a abaixar a cabeça para um cara que começa a assediá-la, se inspira para começar uma revolução de forma anônima. Aliás, o símbolo do movimento eram desenhos de estrelas e corações na mão.

O filme aborda assuntos sérios de uma forma casual, com diálogos de fácil entendimento. Um dos pontos mais criticados é o sexismo existente na escola, onde a diretora, mesmo sendo mulher, fecha os olhos para a situação; o que, infelizmente, de fato ainda acontece. Assim como em algumas séries, como 13 Reasons Why, no filme há uma lista em que os garotos colocam garotas em posições desrespeitosas e ninguém faz absolutamente nada. 

A primeira garota que realmente se mostrou indignada com o que estava acontecendo foi Lucy (Alycia Pascual), tanto por ter sido assediada pelo líder de futebol do colégio, quanto pelo fato de terem a adicionado a uma categoria na lista tão pesada, que nem é mencionada na série. E vendo isso, Vivian começa sua luta na escola para que isso mude, ela decide criar o Moxie com fanzines (uma obra pequena com textos e imagens), onde critica o comportamento dos garotos e com mensagens que incentivam as garotas a não abaixarem a cabeça. 

Moxie é um movimento com objetivo de mostrar que as mulheres se tornam mais fortes quando se unem. A luta é minha, a luta é sua, a luta é nossa! Todas com diferenças, com suas próprias características e focos.

Uma coisa importante dita no filme pela mãe da Vivian, a Lisa (Amy Poehler), é quando sua filha pergunta como ela sabe que é hora de protestar, recebendo como resposta que ela apenas seguia seu instinto e isso não as impediu de cometer erros (se referindo a sua época, quando as garotas também estavam empenhadas em destruir o patriarcado). E é aí que está a importância disso, que às vezes estamos com tanta raiva de tudo que somos obrigadas a enfrentar, que agimos por impulso.

No filme vemos dois tipos de caras, os que fingem apoiar o movimento feminista apenas no objetivo de paquerar as garotas e pagar de desconstruídos, e aqueles que realmente sabem que apesar de não ter local de fala ou conhecimento sobre o assunto, estão interessados em aprender e participar junto, mesmo que nem todos sejam diretamente. Você pode ser homem e fazer parte da luta contra a cultura machista da sociedade. Essa foi uma construção feita de forma natural no filme e mostrou algo que também acontece bastante, por isso devemos tomar bastante cuidado, nem todos apoiam a causa no objetivo de realmente apoiar. Mas sempre há exceções.

Outra coisa retratada na série é a pejoração com mulheres negras; onde uma das principais, Kiera (Sydney Park), está na lista ridícula na categoria “melhor bunda”. Ela e sua melhor amiga, Amaya (Anjelika Washington), odeiam isso, porque historicamente as mulheres negras sempre foram julgadas por seus corpos e cabelos.

Outro ponto importante é as diferentes formas de lutar pelo movimento. Claudia (Lauren Tsai), melhor amiga de Vivian, mesmo que tivesse aparentado indiferença ao grupo Moxie assim que ele surgiu, mostrou que não precisava mudar suas roupas e enfrentar sua mãe para fazer parte, ainda mais levando em conta a trajetória da sua família asiática para chegar onde está. Ela tinha seu próprio jeito de ajudar o grupo a ganhar mais visibilidade e voz, mesmo que não chamasse tanta atenção quanto às demais.

Por fim, uma das cenas que mais chama atenção é quando Caitlin (Sabrina Haskett) está de regata na sala de aula e a diretora simplesmente a manda de volta para casa, mesmo que outras pessoas também estivessem, e o motivo dela ter sido a única prejudicada foi por ter “mais corpo” que as outras garotas. Então todas se juntam para ir de regata para a escola, como uma forma de protesto.

⚠️ALERTA DE SPOILER ⚠️

Essa cena é necessária em vários sentidos. Emma Cunningham (Josephine Langford) é a líder das líderes de torcida da escola Ranckfort e ex-namorada do líder de futebol, Wilson Mitchell (Patrick Schwarzenegger). É visível o desconforto dela em vários momentos, principalmente relacionado ao Mitchell. Na cena final, durante um protesto, ela assume que escreveu o bilhete a Moxie, mesmo sem saber quem era, recebendo logo apoio do grupo, deixando claro que a luta não é só de uma, a luta é de todas. No bilhete ela relata que sofreu um estupro do ex e logo em seguida foi eleita a mais pegável do colégio, finalizando que não sabia como descrever o que sentia, que apenas estava com raiva e queria gritar. 

O grito, representado de forma silenciada no início, começou com Emma e depois outras vozes se juntam até culminar com os gritos de todas. Demonstrando, dessa forma, a exaustão da luta diária que é ser mulher, porque constantemente querem fazer com que não tenhamos voz. Sendo assim, esse grito foi mais como um “Nós merecemos respeito e estamos cansadas de pedir o mínimo todos os dias!”

É isso, meus unicórnios, aqui estamos lutando dia após dia para que possamos ter direitos iguais, na luta para poder sair na rua sem medo de ser assediada, perseguida ou abusada. Seguimos na luta para que as mulheres se unam mais e se julguem menos, é um movimento que precisa começar em nós para chegar no próximo. Você não está sozinha, viu? Amamos você e acreditamos em você.

“A pequena chama de revolução que habita no interior de cada um de nós é também o combustível dessa história repleta de diversidade, aceitação e igualdade, sobre encontrar sua voz dentro de uma geração que já nasce com o privilégio de tantas lutas que o mundo enfrentou.”

– Pipocas Club

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Referências:

🔹Capricho: https://capricho-abril-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/capricho.abril.com.br/entretenimento/moxie-7-coisas-que-o-filme-nos-ensina-quando-o-assunto-e-sexismo/amp/?amp_js_v=a6&amp_gsa=1&usqp=mq331AQHKAFQArABIA%3D%3D#aoh=16165550956492&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&amp_tf=Fonte%3A%20%251%24s&ampshare=https%3A%2F%2Fcapricho.abril.com.br%2Fentretenimento%2Fmoxie-7-coisas-que-o-filme-nos-ensina-quando-o-assunto-e-sexismo%2F

🔹Pipocas Club: https://pipocasclub.com.br/2021/03/05/critica-moxie-quando-as-garotas-vao-a-luta-nasce-o-filme-que-precisamos-no-momento/

Ray

Apenas alguém viciada em café, gatos e música. Quando não tô fingindo que faço faculdade, assisto BL's.

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