Oi gente, hoje eu vim falar um pouco sobre o dorama japonês “Pornographer” e a sua extensão, ou segunda temporada, “Indigo no Kibun”. 

Partindo do pressuposto de que você, leitor, já tenha ouvido falar ou, melhor, assistido. Comecemos, então, com  “Pornographer”.

“Pornographer”, a primeira temporada, fala sobre o encontro inesperado entre os protagonistas da série, neste caso, Kijima, um renomado escritor de livros eróticos e Kuzumi, um estudante universitário. Trata-se da velha história que todos nós, pelo menos eu, sonha: estar um belo dia andando até que a sua outra metade da laranja venha de bicicleta e quase atropele você, mas no caso de Kuzumi, ele realmente chega a ferir o professor e, esse fato é o que aproxima as personagens.

Basicamente, Kijima tem seu braço ferido, justo o qual utiliza para escrever os seus livros e, portanto, Kuzumi, por ser um estudante universitário, dispõe-se a ajudá-lo e começa a transcrever o livro para o autor, isto é, o escritor fala e o estudante passa para o papel. Aqui faço uma observação de como eu achei interessantíssimo o método de ambos para realizarem as pausas durante a produção textual, mas isso você pode conferir assistindo, rs! 

Não irei me estender mais, na verdade, para que você entenda a segunda parte, eu preciso citar Kido-Kun, o editor de Kijima. Por meio da primeira parte, nós apenas conseguimos saber que este é íntimo do literato e que Kuzumi sente ciúmes por isso. É óbvio que existem mais coisas que dá para se deduzir, todavia se eu contar, vocês vão me xingar que eu sei. Mas já adianto, vale a penas assistir se você curte algo mais picante, caliente, umas coisas mais “lemon”, caso você seja do ramo dos animes ou mangás… 

Enfim, chegamos a segunda temporada, “Indigo no Kibun”. A segunda parte retrata os antecedentes da primeira, diferente do que estamos acostumados, não? Mas na sinopse dos fansubs está escrito que essa parte dois será sobre os antecedentes e o que aconteceu com o casal da primeira temporada.

Bom, a gente começa com cenas do autor antes de se tornar uma romancista de livros eróticos, eu esqueci agora qual era o tipo de livro que ele publicava, mas a única certeza que tenho é a de que não era sobre a temática erotismo. Bom, pelo menos nos quatro primeiros capítulos, é mostrada apenas como que se formou a relação entre o autor e o editor. 

Sinteticamente, eles eram colegas de universidade que se reencontram no velório de um professor e, pelo destino, durante a volta para casa, Kido oferece carona a Kijima e este aceita-a e por aí vai. Olha, não direi mais nada sobre esses dois, mas… contém cenas quentes!

A novidade da temporada é um velhinho (Gumouda-sensei). Esse senhor é um exímio escritor de romances eróticos que já está no fim de sua vida, se eu não estiver errado, fora diagnosticado com câncer no fígado, e o Kido recebe uma proposta de seu chefe, caso ele consiga que a última publicação do mestre seja feita pela sua empresa, ele terá a oportunidade de trabalhar na empresa do pai do chefe (uma confusão, me perdoem) e, claro, obter aumento. 

Kido, não pensa duas vezes e vai até o mestre para fazer o pedido, não obstante o velhinho pede em troca que aquele traga um aprendiz e ele (Kido) cita Rio (Kijima Rio), mas o tarado do mestre acredita ser uma mulher e quando o Kido leva o Kijima até a casa do mestre, este tem um ataque e pede para que ambos saiam imediatamente!

Mas… Nesta parte (episódio dois, eu acho) o mestre impõe uma condição para que ele aceite o escritor como seu aprendiz. E foi aqui que eu fiquei bege! Não direi o que ele pediu, mas foi o ápice pra mim. Assistam! 

Bom, eu quero aproveitar este ensejo para fazer algumas pinceladas sobre a cultura japonesa.

Não sei se é novidade para você, leitor, mas o Japão, segundo dados da OMS, (Organização Mundial da Saúde) é o país com a maior expectativa de vida em todo o mundo, com 83,7 anos.

Além disso, a população senil corresponde a 27,3% dos japoneses, o equivalente a 34,6 milhões, segundo dados do Ministério do Interior. Mas o que esses dados representam? O evidente envelhecimento da sociedade japonesa e o notório desenvolvimento da tecnologia para o campo da saúde, o que é maravilhoso, não?

Só para ter uma noção, nós, aqui no Brasil, também estamos passando por uma transição demográfica, atualmente, estamos na terceira fase ou fase avançada, em que o crescimento vegetativo cai (CV: Taxa de Natalidade – Taxa de Mortandade) e a expectativa de vida aumenta, também devido à urbanização, difusão de métodos contraceptivos e avanços em políticas de saneamento básico, mas que ainda há muito o que melhorar, não é mesmo?

Eu quis fazer essas comparações para que nós tenhamos uma noção de como as culturas, ainda que muito diferentes, passam por períodos que as aproximam e, além disso, falar sobre o tratamento especial que os idosos recebem no Japão e que, na minha opinião, serve de exemplo para o restante do mundo.

É evidente que esse “tratamento” é uma tradição e que talvez seja um dos principais motivos da elevada expectativa de vida, mas que acima de tudo é um ato de respeito com a população experiente, o fato é que hoje também cresce o número de vagas para cuidadores de idosos no Japão e isso provoca uma intensa migração para o país e, claro, a movimentação da economia.

Passado o momento curiosidade, finalizo esta matéria pedindo a sua opinião sobre esse tipo de conteúdo em que foi mesclado o dorama e, a partir dele, foi extraído alguns pontos para que pudéssemos abrir novas discussões e curiosidades da cultura oriental. Desde já, agradeço a sua atenção por ter me acompanhado até aqui e espero que tenha gostado, Fico por aqui, um grande beijo e aquele abraço.

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