Olá meus bombons de licor, tudo bem com vocês?

Hoje nós vamos falar do Sai Sin, e da história deste sagrado Fio Branco Tailandês.

“Sai Sin” é uma pulseira branca repleta de significados que o povo tailandês costuma dar e receber.

A sua cor é branca, representando a pureza do budismo, ele pode ser oferecido à você por um tailandês ou monge. De acordo com a região da Tailândia ele pode receber várias cores, uma das mais famosas é a branca e o vermelho, inclusive em feriados religiosos podem ser vistos, nos templos budistas, vários fios brancos vindo da estátua de Buda por todo o local.

O fio é utilizado em diversas ocasiões, como em casamento e funerais, nos casórios é comum os amigos dos noivos amarrarem fios brancos em seus pulsos, nos tradicionais ele conecta a cabeça do casal. Nos funerais ele é usado em três voltas no caixão, representando boa sorte e proteção na próxima vida. Nas cerimônias budistas, o fio é utilizado para unir Buda e seus sacerdotes, levando assim a pureza e mérito a quem estiver o usando como gesto de purificação e benção.

Regras:
Não há regras no qual evitar ou por o Sai Sin em alguém, ele é considerado um ato de hospitalidade, porém, os monges não podem tocar as mulheres, por isso eles colocam em seus pulsos de maneira bem cuidadosa para não tocá-las. Nunca recuse o Sai Sin pois será desrespeitoso com quem está oferecendo-o a você, e é considerado educação dar uma doação de pelo menos 20 bahtes (moeda tailandesa), em uma das caixas que estão disponíveis para isso.

Proteção:
Ele é considerado mérito e boa sorte, proteção contra as coisas ruins da vida, quando amarrado em formato circular, dizem ter mais poder pois os círculos são considerados infinitos.
Para retirá-lo, você pode esperar três dias para desatá-lo suavemente, o três é um número muito significativo para eles por representar a Joia Tripla ou as Três Jóias do budismo: Buda, Dharma (os ensinamentos de Buda) e Sangha (a vida monástica).

Ao redor do Mundo:
Muitas são as crenças sobre fios ao redor do mundo, trouxemos para vocês uma outra lenda das mais famosas que possue um significado parecido com o do Sai Sin.

Akai Ito ou “Fio vermelho do destino” é uma lenda de origem chinesa e, de acordo com este mito, no momento do nascimento, os deuses amarram uma corda vermelha invisível nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a serem “almas gêmeas”. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar as duas pessoas que estiverem interligadas, fatalmente irão se encontrar! Akai Ito significa “Fio Vermelho”, teve origem na China, durante o Período Hokuso.
Segundo a lenda chinesa, a divindade a cargo do “fio” do destino, acredita-se ser
Yuè Xià Lǎorén (muitas vezes abreviado para “Yuelao”), um antigo deus lunar
“casamenteiro”. Ele é representado por um velho, conhecido como o “deus do amor e do casamento”, e aparece somente sob o luar. Dizem que vive na Lua ou no “Yue Ming” (mundo obscuro, equivalente ao “Hades” da mitologia grega). Sendo este, o deus responsável por colocar o fio do destino nos humanos. Acredita-se, que quanto mais longo for o fio, mais longe e tristes as pessoas destinadas estarão e vice versa. De acordo com a crença, não importa quantos relacionamentos tenhamos, pois só viveremos a “experiência do verdadeiro amor” com a pessoa que estiver na outra ponta do Fio Vermelho.

O popularizado “Fio vermelho”, foi visto recentemente na trama do nosso amado BL Until We Meet Again, ou UWMA.

Baseado no romance intitulado The Red Thread de LazySheep, UWMA The Serie falou sobre o relacionamento entre Dean um garoto de 21 anos que ama nadar e Parm com seus 18 anos, que adora sobremesas. Poderia ser um simples romance entre estudantes universitários, a trama é bem mais complexa e cheia de enlaces do destino, já que a trama explorou questões como almas gêmeas e reencarnação.

Trinta anos atrás, Korn e Intouch eram estudantes universitários em Bangkok. Intouch entrou na vida de Korn, apesar de saber que ele era filho de uma das organizações mais influentes em Bangkok, a máfia. No começo, Korn continuou empurrando Intouch para longe, mas no final, ele não podia resistir ao garoto que era tão cheio de vida, onde ele era exatamente o oposto e decidiu deixá-lo entrar em seu coração.

No entanto, em um tempo em que a homossexualidade era inaceitável e tinha pais que eram contra o relacionamento entre eles, o amor de Korn e In estava destinado a ser condenado. Em meio ao caos, enquanto Intoch continuava lutando por seu futuro, Korn não conseguia lidar com todo o sofrimento que seu amante estava enfrentando e decidiu desistir. Naquele dia, dois sons de tiros ecoaram pelo ar.

A história deles terminou com a tragédia, mas algo já havia se ligado entre eles, unindo-os, mesmo depois de estarem mortos.

Anos mais tarde, recém-chegado à Tailândia, Parm, que é um calouro na T-University, cresceu sempre sentindo que está esperando por alguém. Sendo cheio de sonhos tristes que sempre o deixaram acordado com o rosto molhado, medo de ruídos altos e uma marca de nascença em seu templo, o garoto sempre sentiu que havia alguém que estava perdendo. Dean, o terceiro ano do presidente do clube de natação da T-University, também passou a vida procurando por alguém cujos rostos ele não consegue lembrar.

O fio vermelho do destino que os amarrava juntos em sua vida passada mais uma vez puxa os dois garotos de volta um para o outro, amarrando-os e um passado que pode não valer a pena lembrar, mais um amor que é inesquecível. Porque o fio vermelho que une os dois corações sempre levará um de volta ao outro. Mesmo que possa emaranhar ou esticar.

Bom meus bombons, por hoje é só beijos e até a próxima.

Matéria por João Vitor e Laysa Costa