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Suspense para adultos: Manner of Death vem com tudo e abala geral

Watch full episode of Manner of Death | Thailand Drama | Dramacool
Manner of Death | Cartaz oficial – Divulgação

E aí, pessoas! Nossa… Nem acredito que estou aqui, escrevendo a review inaugural desta série tão esperada! Meu nome é Katycia Nunes, mas vocês podem me chamar de Tíssia e, apesar de escrever matérias para o site BLB há alguns meses, esta é a minha primeira review. Não poderia ter começado melhor!

Bom, vocês estão aqui para saber o que aconteceu nos dois primeiros episódios, liberados hoje, dia 30/11/2020. Confere? E eu estou aqui para narrar, em linhas gerais, os pontos mais importantes de cada cena. Mas, ainda que review seja um texto mais descritivo, obviamente não vou conseguir evitar de dar minha opinião! Então, tudo o que estiver escrito em itálico será meu ponto de vista pessoal e vocês estão absolutamente à vontade para discordar ou concordar comigo!

Não esqueçam que a parte de comentários está aberta. Mandem suas mensagens, dúvidas, comentários, enfim… o que quiser. Terei o maior prazer em responder tudo!

AVISO DE SPOILER: se você ainda não viu Manner of Death e não quer saber detalhes da história, pare agora… ou siga por sua conta e risco! ^^

***

Panorama geral

Conversei com muitas pessoas, recebi comentários em postagens e mensagens privadas de pessoas preocupadas com a adaptação de Manner of Death The Series. O romance policial de Sammon é um BL. Porém, quem teve oportunidade de ler a novel sabe que o forte da autora não são as cenas de amor descritivas, e sim o suspense. O romance entre Bun e Tan está inteirinho lá, só não temos a narrativa dos “pegas” dos dois. Sammon corta a cena no sofá e pula para o dia seguinte na cozinha, com os dois personagens pensando que a noite anterior foi a melhor da vida deles. Sim! Isso mesmo! Aquela noite incrível que a gente e não leu! Kkkkkkk

Isso não invalida em nada o primoroso trabalho da autora e, no que diz respeito à série, a adaptação se mostrou EXEMPLAR nos dois primeiros episódios. Backgrounds, personagens e velocidade dos fatos tiveram adaptações e ajustes em alguns pontos porque não daria para seguir o tempo da novel, ou precisaríamos de 50 capítulos ou mais. Por outro lado, a essência da história, com suspense pairando no ar o tempo todo, aquela sensação de agonia na boca do estômago e o brilhantismo e a inteligência dos diálogos estão 100% preservados. Um deleite para pessoas como eu, que já não vejo quase nenhum diferencial nas histórias de romance universitário e os problemas juvenis comuns.

Manner of Death é diferente de tudo o que você já viu em produções tailandesas e, acredite, quando você pensar que já matou a charada, a história e os personagens vão puxar seu tapete bonito, jogando tudo paro ar novamente.

Para assistir aos episódios da série conforme o lançamento, vá ao site oficial da WeTv.

Episódio 1: o começo da teia

A primeira cena da série é desconcertante por vários motivos. A primeira visão que temos do cenário é em primeira pessoa, ou seja, alguém entrando dentro de um cômodo, guiado por um policial. A câmera treme um pouco – de propósito, claro! ‒ e o quarto é desconhecido. Há várias placas de marcação de provas, como nas cenas de crimes tradicionais (Vai, confessa, você também já assistiu a pelo menos um episódio da franquia CSI na vida, né?).

Quando a câmera muda para terceiro plano, o foco passa a ser o Dr. Bunnakit ‒ a partir de agora chamado de Bun, ‒ que avalia os objetos da cena e pergunta ao oficial que é a vítima: uma mulher de 31 anos, professora.

Dr. Bun (Tul Pakorn) e a primeira cena de crime em Manner of Death | Imagem oficial para Divulgação

Quando Dr. Bun finalmente chega até o corpo, sentado diante de uma banheira de hidromassagem externa e com uma corda de náilon no pescoço, é impossível não perceber o quanto aquele crime o abala, porque a expressão de seu rosto é quase de pavor. Momento de falar que o Dr. Bun da novel é impassível e indiferente a tudo, e que o Dr. Bun interpretado por Tul sente pelo menos parte das coisas. Achei essa adaptação BÁRBARA porque, na série, não temos acesso aos pensamentos de Bun o tempo todo, como na novel, e seria praticamente impossível saber o que o personagem pensa sem essa pequena adaptação que exige, e muito, do ator. E Tul está entregando uma atuação incrível.

Daí, você pensa: é isso! A professorinha morreu e vai dar ruim. E o primeiro puxão de tapete é a história voltar 5 dias na linha do tempo, quando o expectador acompanha o retorno de Bun para sua antiga e pequena cidade natal. Depois de 10 anos, tendo se formado médico e feito a academia de polícia para se tornar um médico legista, Bun decide trabalhar em uma cidade menor e sua cidade natal é perfeita para isso. Ele parece satisfeito enquanto dirige e reconhece os antigos locais que frequentava no caminho para sua nova casa.

O único evento que quebra toda essa leveza é uma menina que, perambulando por uma feira na cidade, começa a ter sangramento por baixo do vestido. O sangue não para de escorrer, até ensopar os sapatos dela, a voz tão fraca que nem pedir por ajuda conseguiu. Até cair, desacordada, no meio da rua. Pessoas se aglomeraram para ajudá-la ao perceber o que poderia acontecer. Mas já era tarde demais. O corpo dessa moça foi o primeiro a sofrer autópsia por Bun, no mesmo dia.

Apesar da cena chocante, as cenas seguintes, incluindo a autópsia, têm o objetivo de mostrar:

  • Quem são os personagens mais importantes nesse núcleo da trama e cada um tem o seu momento de fama;
  • Qual o grau de parentesco ou relação esses personagens aparentemente têm entre si;
  • Quem são as pessoas importantes para Bun e que ele reencontra depois de 10 anos;
  • Qual é a rotina que o Dr. Bun começa a construir com seus colegas e a boa dinâmica que têm ao trabalharem juntos;
  • Possíveis rotinas que o Dr. Bun tenha à parte do trabalho, tais como onde se refugia para pensar, o que faz nas horas vagas, se costuma sair ou não, essas coisas que parecem bobas e que, depois, se tornam fundamentais nas histórias de suspense.

É o momento “tutorial” do jogo ou a oportunidade de “vamos conhecer os personagens”. Em histórias de suspense, esse momento é IMPORTANTÍSSIMO porque, com certeza, a maior pista para desvendar o caso é mostrada ao leitor / expectador nesse momento, quando, distraídos com a história e a novidade, sem conhecer ainda as pessoas, não percebemos os detalhes. Meu convite é que você volte e reveja esses dois episódios antes da próxima semana.

Vou contar o que é mais relevante para a história no momento e é justamente quando os colegas perguntam para Bun se ele já se divertiu na cidade desde que voltou, ao que o nosso legista responde que sim, porque foi em alguns mercados novos. Sério Bun?! Sua ideia de diversão é ir à feira? Minha sorte é que os colegas dele ficaram tão indignados quanto eu. Cientes de que Bun não se diverte nunca, os amigos o intimam a sair de sair com eles.

No dia seguinte, Dr. Bun aguardava os colegas do lado de fora do local marcado quando alguém pede licença para passar e os olhos de Bun se perdem em outro homem, todo vestido de preto, que retribui o olhar. Bom, se você viu a série, ou pelo menos o trailer sabe que é o Max – aquela coisa linda de morrer ‒ porém, nesse momento você ainda não sabia QUEM era o personagem que o Max estava interpretando. Deixaremos isso para a linha do tempo correta. O que precisa ficar claro é que um notou o outro. E foi MUITA intensidade nesse “notar”, viu! Nada aquém do que a gente espera… ai… ai…

O que acontece dentro do bar não é diferente do que acontece dentro de qualquer outro: pessoas bebem. No caso de Bun, bebe MUITO. Mais um check na nossa lista imaginária de coisas que ficamos sabendo no primeiro capítulo: Dr. Bun não costuma beber, pisou na jaca legal, só não tirou a camisa e rodou porque não era um bar gay, mas estava doidão. Até o momento, não fica claro se havia algum tipo de droga na bebida dele ou se era só álcool mesmo. E, na real? Nem importa!

Mas não precisam se preocupar porque nada de ruim acontece… ainda. O que de pior acontece é Bun avistar o lindo homem de preto, ir atrás dele dentro do bar, perdê-lo de vista, dançar até cair, nos braços desse homem de preto, e tascar-lhe um beijo. Um BEIJOOOOOOOOO. Claro que o homem de preto, como não conhecia o homem nos seus braços… não apenas retribui o beijaço como o chama de doutor quando, aparentemente, Bun parece ter desmaiado de pé. Definitivamente, suspeito.

Acalme-se que a vergonha alheia só está começando! Bun acorda, deixaram mingau pronto e um bilhete para ele avisando. Mas nosso bom doutor acorda até que relativamente bem. O que não passa despercebido no trabalho, porque… seus colegas gravaram o fim da noite, entre o vômito de Bun e terem de carregá-lo para fora do estabelecimento.

Gente… eu não esperava rir nessa série, mas a cara do nosso respeitável legista vendo o vídeo foi hilária e impagável! É bom a gente aproveitar porque, provavelmente, será um dos únicos momentos de risos daqui por diante!

Nesse meio tempo, Bun é abordado pelo repórter da cidade, querendo informações sobre o caso e, profissionalíssimo, ele diz que são informações confidenciais de um caso policial e que ele não pode falar sobre o assunto. Bom… o repórter faz uma postagem na rede social, afirmando que Bun está escondendo os fatos. A verdade, é que Bun é o único que não está escondendo nada. Isso fica muito claro nos diálogos que ele tem, inclusive com Tan, no segundo episódio, no qual afirma que todos sabem que não é suicídio, todos parecem saber alguma coisa, mas… ninguém fala nada.

Daí para a frente, a teia só foi emaranhando: aniversário de uma pessoa influente, o diretor do hospital, que reuniu todos os figurões da cidade, desde políticos até promotores. Dr. Bun, claro, compareceu pelo trabalho e, para sua surpresa, o homem bonito de preto, devidamente apresentado como Tan, veio acompanhando Jane. Mas não é só isso! Espere… Tan é também namorado de Jane! E cabe uma informação aqui: Jane é uma das amigas de infância de Bun, e parece que seu relacionamento sempre foi bem carinhoso, aquele tipo de “amigos para sempre”. Ou é o que deduz Bun depois de analisar a dinâmica e os toques entre os dois.

Manner of Death | Imagem oficial de divulgação

É, bom doutor, balde de água gelada sobre você. Durante a festa, Bun vai pegar outra bebida e acaba cruzando “acidentalmente” com Tan. Daí, rola o diálogo de mais duplo sentido da história, a tensão sexual é tão forte no ar, que dá até para cortar com tesoura! Delícia imperdível. Mas… não rola nada. Só a comemoração, com cada um para o seu lado e a carência no ar.

Manner of Death || Manner of Death WeTV Season 1 'Ep. 1' | Full Eps!  [ENGSUB] | by Laras Ayu | Manner of Death S1-Episode 1 : “Manner of Death”  Crime | Nov, 2020 | Medium
Mr. Tan e Dr. Bun – tenção na festa de confraternização | Imagem Divulgação WeTV

Como toda boa festa, tem sempre alguém que bebe demais ‒ dessa vez não foi Bun; ‒ alguém que causa briga ‒ esse é Pued, promotor amigo de Bun; ‒ alguém que dá porrada ‒ Tan, claro; ‒ e quem que fica abalado com tudo isso ‒ definitivamente, Jane. Ou seja, festa bem animada!

Preocupado, Bun liga para Jane quando chega em casa, para saber se a amiga está bem. Ela responde que sim, mas não abre muito o jogo. Para não forçar a barra, Bun a convida para almoçar no dia seguinte e marcam o horário. Depois, é tentar dormir com a lembrança do beijo de Tan em sua mente. Quando o dia seguinte chega e Bun está se arrumando para o trabalho, recebe uma ligação de seu chefe para uma cena de crime, é impossível não saber que Jane morreu porque a moça que Dr. Bun encontra no começo do capítulo, antes de voltarmos 5 dias no tempo, era ela.

Gente… é muito trash! Eu li a novel. Ler é incrível, eu adoro, dá asas à nossa imaginação. Mas VER o que aconteceu é um outro tipo de impacto. E, dessa vez, quando estamos vendo a cena se desenrolar e sabendo de tudo o que aconteceu antes para levar os personagens até ali, parece totalmente diferente de antes. Ou seja, a mesma cena consegue impactar DUAS VEZES. Ponto para a produção!

Ao examinar o corpo, Dr. Bun chega à conclusão de que, ao contrário do que havia sido declarado por quem encontrou o corpo de Jane pela manhã, a causa da morte não foi suicídio. As marcas no corpo e as marcas de corda sugerem que ela foi içada pela corda por alguém. Então, Dr. Bun tende a ver a causa da morte como possível homicídio. Contudo, o laudo oficial só pode ser informado depois da autópsia E, assim, chegamos ao fim do primeiro episódio de Manner of Death. Dá-lhe coração para aguentar tanta emoção!

***

Pessoal, vejam só! Enquanto eu escrevia e lembrava de tudo, nem percebi que havia prendido novamente a respiração, tamanha intensidade da história. Isso está MUITOOOOO BOOOOOOOOM. A adaptação para TV está perfeita e mais emoção nos aguarda nos próximos capítulos. Mal posso esperar para saber como esse suspense vai se desenrolar e como vai acontecer o romance estre os dois protagonistas.

Espero que tenham gostado dessa minha primeira review e que voltem toda semana para ler as próximas. Vamos publicar as resenhas toda terça-feira, o mais rápido possível, para vocês saberem mais sobre a série. Obrigada por terem lido tudo até aqui.

Suspense para adultos: Manner of Death vem com tudo e abala geral

História - 100%
Protagonistas - 100%
Suspense - 90%
Trilha Sonora - 90%

95%

O primeiro episódio de Manner of Death manda o recado alto e claro: esperem uma exclente história, na qual nada é o que parece e tudo pode acontcer. Tem coisa melhor? Bora descobrir nesta review.

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Katycia Nunes

Escritora, educadora, esposa, irmã, tia, amiga. Sobretudo, apaixonada pela vida e comprometida em acreditar que somos todos iguais, temos os mesmos direitos de ser feliz, ter uma família, ser quem somos.

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